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Roer as unhas – Um pequeno grande problema!
Dá para imaginar que o “inocente” ato de roer as unhas pode ser resultado de um problema muito maior?
Essa mania tão comum que, em geral, é vista com maus olhos e considerada apenas um hábito negativo e anti-higiênico pode esconder uma doença chamada Onicofagia.

- Mas o que é Onicofagia?
Este nome nada mais é do que o termo médico utilizado para designar o ato de roer as unhas. O hábito pode ser considerado um distúrbio comportamental, resultante de um mal-estar psíquico, e na maioria dos casos não é percebido pela pessoa “roedora”. Por vezes, o caso é tão sério que as unhas são ruídas até a base e o tecido epitelial (a pele encontrada envolta e por baixo das unhas) começa a ser devorado também!

Pobres unhas roídas... =(
- Quando a doença se manifesta?
O problema geralmente surge aos 4 ou 5 anos de idade, fase em que as crianças sofrem mudanças emocionais, como o início da freqüência escolar, e podem procurar um hábito mais agressivo do que chupar o dedo, passando a roer as unhas como forma de liberar as tensões. Outra fase chave para o início da doença é a adolescência onde ocorre a maior incidência de casos (44% dos adolescentes são acometidos por esse mau hábito), mais uma vez devido às mudanças psicológicas sofridas neste período. O número de casos costuma diminuir após os 16 anos de idade, mas apresenta uma alta prevalência na faixa etária dos 4 aos 18 anos.
No adulto este comportamento não é só considerado um hábito negativo, sendo na maioria das vezes diagnosticado como sintoma de um distúrbio mental.
- O quê pode levar ao desenvolvimento da doença?
Há uma grande lista com possíveis causas para esse problema:
- Uma perturbação persistente no ambiente familiar;
- A necessidade não satisfeita de morder;
- Dificuldade em controlar os impulsos;
- Crianças que são excessivamente controladas, regradas e cobradas pelos pais, muitas vezes compensam a impossibilidade de exteriorizar os próprios sentimentos roendo as unhas;
- Este comportamento também pode ser fruto de um mau sentimento reprimido, alguma frustração pessoal;
- O ato de roer as unhas até sangrarem pode ser considerado um distúrbio conhecido como masoquismo (prazer por se auto-mutilar);
- Pode estar ligado a uma forma de insegurança com relação ao que os outros pensam ao seu respeito;
- Nervosismo, tensão e estresses em geral são as causas para este comportamento.

- Quais os problemas que a Onicofagia pode gerar?
Entre os diversos efeitos colaterais, temos a transmissão de fungos, bactérias e até vírus. Roer as unhas produz ferimentos que servem de porta de entrada para estes agentes e um exemplo bem grave é o vírus do HPV (causador do herpes), que além de não ter cura, provoca o aparecimento de verrugas na pele, inclusive nas partes genitais. Além disso, quando as unhas são ingeridas, elas podem machucar o esôfago, pois sua composição dura e com pontas afiadas pode arranhar o tubo digestivo, à medida que vão passando por ele. Por fim, elas podem até causar lesões no estômago e intestino pelos mesmos motivos.

- E se eu tiver… Posso tratar?
Inicialmente, a Onicofagia não é um caso perigoso e se não for estimulada, com o tempo desaparece. No entanto, se estiver associada a problemas psicológicos, o quadro é mais complexo e necessita de ajuda especializada.
O tratamento é realizado através de terapia cognitivo-comportamental para que a pessoa seja capaz de perceber o que está fazendo, já que a vontade de roer as unhas é desencadeada por processos de ansiedade e muitas vezes a pessoa afetada não se dá conta do ato. Em alguns casos, há a necessidade de aliar a terapia a alguma medicação para diminuir a ansiedade.
Quando o problema afeta crianças é até prejudicial induzi-las a abandonar o mau hábito com técnicas radicais ou velhos métodos familiares (como aplicar bases e produtos com gosto amargo nas unhas ou castigá-las). Além dessas metodologias não surtirem efeito, muitas vezes acabam transferindo o problema quando o antigo vício é substituído por outros ainda piores como por exemplo o tabaco, uma vez que a causa primária não foi resolvida.
Muitos pais sentem receio de submeter os seus filhos a este tratamento, o que é errado! Há muitos terapeutas especializados em psicologia infantil, utilizando métodos (como desenhos, jogos e até atividades físicas e rítmicas) de acordo com a faixa etária da criança, incentivando-a a liberar o próprio mal-estar e a libertar-se da ansiedade, além de ajudá-la a construir de maneira harmoniosa a própria personalidade e a sentir-se bem consigo mesma.
No caso de um adulto é necessário recorrer a um especialista e de acordo com o motivo que levou à doença, há diferentes formas de psicoterapia para servir de tratamento.
A terapia não deve se limitar aos sintomas, também deve levar em conta a situação e a personalidade do paciente, por isso uma psicoterapia individual ou familiar é a forma mais eficaz para curar a doença.
- Duas dicas para ajudar a combater a Onicofagia:
- Manter as unhas bem cortadas, evitando que as pontas mal aparadas sirvam de tentação para os roedores;
- Ocupar as mãos com atividades (trabalhos manuais ou instrumentos não perigosos) para desviar a atenção das unhas.
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Meninas, eu mesmo fui uma roedora de unha assídua por muitos anos e agora, mais do que nunca, fico feliz por ter me livrado desse hábito sujo, perigoso e até doentio! Vocês acreditam que faz apenas 6 meses que larguei de vez o vício? E como eu fiz? Substituindo o vício de roer pelo vício de pintar as unhas! Nós todas do NV concordamos que essa tática é até mais eficiente do que usar aqueles produtos e bases com cheiro nojento e caros! Depois que criei o hábito de fazer minhas unhas com freqüência, passei a ter pena de roê-las e fui gostando tanto de vê-las fortes, saudáveis, bem-cuidadas e bonitas que me livrei do problema definitivamente! :)
Espero que esse post ajude outras roedoras a perceberem e superarem esse problema!
Beijosss e boa semana,





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